Sobre sorrisos e anjos

Era um homem recluso. Vivia entre livros, discos antigos, ressentimentos e algum saudosismo. Ouviu a campainha. Detestava a campainha. O toque da campainha significava que ele teria que interagir, e ele não suportava interagir. — Quem é? — Eu. — Quem? — Eu! — A voz fina e infantil se irritou. Ele abriu a portaContinuar lendo “Sobre sorrisos e anjos”